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O CONCELHO DE SANTA CRUZ DA GRACIOSA
GEOGRAFIA E HISTÓRIA
Santa Cruz, com uma área total de 61.66 km2, constitui o único concelho da ilha Graciosa. Integrada no grupo central do arquipélago dos Açores, esta é a ilha mais setentrional.
O arquipélago situa-se em pleno oceano Atlântico - entre a Europa e a América do Norte (a 760 milhas marítimas de Lisboa e a 2.110 de Nova Iorque) - e é ainda constituído pelas ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira, São Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo.
A data do descobrimento da Graciosa é incerta, supõe-se que os primeiros que aqui chegaram foram mareantes da vizinha ilha Terceira, no ano de 1450. Um dos seus primeiros povoadores foi Vasco Gil Sodré, que se fixou no lugar da Praia com a sua família e criados.
A prosperidade da ilha, baseada no comércio de cereais, vinho e aguardente, realizado com a vizinha ilha Terceira, levou a que Santa Cruz fosse elevada a vila em 1486.
No final do séc. XVI e prolongando-se pelo séc. XVII, a Graciosa enfrenta um período difícil, causado pelo ataque de piratas e corsários. Situação que leva à construção de fortificações ao longo da ilha para a sua defesa.
Ao longo dos séculos, Santa Cruz e a Graciosa foram visitadas por ilustres viajantes. O primeiro deles foi o padre jesuíta António Vieira, que aqui veio parar em 1654, depois do naufrágio do barco em que regressava a Lisboa vindo do Brasil. Seguiu-se-lhe o escritor francês Chateaubriand, em 1791, quando seguia da França para a América, fugindo aos horrores da Revolução Francesa. Em 1814, o jovem Almeida Garret escreveu aqui os seus primeiros versos, já então reveladores do seu talento de escritor. Finalmente, em 1879, o príncipe Alberto de Mónaco - que se distinguiu pelos seus trabalhos hidrográficos e estudos da vida marinha - aporta à Graciosa e visita a Furna do Enxofre.
A construção do porto da Praia e do aeroporto quebraram parte do isolamento da Graciosa, sem lhe fazer perder as características da ilha rural e pacata em que a agricultura, a pecuária e os lacticínios são os suportes do seu progresso.
RELEVO E VEGETAÇÃO
A graciosidade é uma constante no relevo do concelho. As zonas planas predominam e as colinas são suaves e arredondadas. O seu ponto mais elevado situa-se no Pico Timão, com 398 metros de altitude. O maciço da Caldeira e a Furna do Enxofre testemunham a origem vulcânica da ilha.
A paisagem do concelho encontra-se quase totalmente explorada pelo homem, seja na agricultura ou na criação de gado. Nas zonas do Pico Timão e Pico do Facho encontram-se vestígios da flora nativa, constituída por urze (Eriça azorica, Hochts.), faia (Myrica faya, Aiton), vinhatário (Persea indica, Sprengel e incenso (Pittosporum undu/atum, Vent.).
CLIMA E TEMPO
O clima do concelho, como no resto dos Açores, é marítimo e suave graças à influência da corrente quente do Golfo, sendo menos húmido que no resto do arquipélago.
Com fracas amplitudes térmicas, a temperatura média anual ronda os 17ºC, sendo Janeiro o mês mais frio (14ºC) e Agosto o mais quente (20ºC). A temperatura da água não sofre igualmente grandes alterações, oscilando entre 17º C e 24º C.
POPULAÇÃO E POVOAÇÕES
A vila de Santa Cruz é a sede deste concelho, sendo constituída por uma única freguesia com o mesmo nome. Para além desta, o município abrange ainda as freguesias de São Mateus, Luz e Guadalupe.
De acordo com os resultados apurados no último recenseamento populacional (2001), o concelho regista um total de 4.780 habitantes, assim distribuídos:
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Localidades
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Nº de habitantes
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Santa Cruz
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1 838
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Guadalupe
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1 306
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Luz
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735
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São Mateus
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901
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Total
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4 780
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Entre os diversos núcleos populacionais verificam-se as seguintes distâncias quilométricas:
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3
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7,5
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7
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Gadalupe
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10
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5
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Luz
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6,5
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São Mateus
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Santa Cruz
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Entre Santa Cruz da Graciosa e os principais pontos turísticos do concelho verificam-se as seguintes distâncias quilométricas:
Caldeira / Furna do Enxofre --------------------- 8 km
Termas do Carapacho --------------------------- 13 km
Monte d’Ajuda ------------------------------------- 1 km
Pico das Terças ---------------------------------- 5 km
Ponta da Barca ----------------------------------- 4 km
Porto Afonso ------------------------------------- 7 km
Praia ----------------------------------------------- 6,5 km
IGREJAS E MONUMENTOS
SANTA CRUZ DA GRACIOSA (Vila)
Vila pitoresca e de agradável perfil, Santa Cruz apresenta um conjunto urbano notável, encontrando-se classificado como conjunto protegido. Nobres solares, casas populares e belas igrejas dispõem-se em redor de uma airosa praça central - o Rossio - com dois amplos tanques (ou pauis) e um frondoso maciço de ulmeiros e araucárias. O Monte d' Ajuda, sobranceiro à vila, coroa-se com as suas três singelas ermidas.
O interior apresenta ainda vestígios quinhentistas, nomeadamente na abóbada do Baptistério e no importante retábulo alusivo à Santa Cruz existente na capela-mor. Todo o resto da igreja é caracteristicamente barroco - época da sua reconstrução - dispondo de ricos altares, imagens e azulejos coevos. Merecem especial destaque, pelos seus panos de azulejo figurativos (séc. XVIII), as capelas de Nossa Senhora da Conceição e de Sant'Ana.
Igreja da Misericórdia - Edifício do séc. XVI, apresenta altares em talha e uma bonita colecção de imagens religiosas. No seu altar-mor venera-se a imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres, cuja festa, realizada no mês de Agosto, é considerada a primeira da Graciosa.
Ermida de Nossa Senhora d' Ajuda
E um templo do séc. XVI, um dos três situados no Monte d' Ajuda. O seu exterior recorda um castelo e o interior alberga um importante conjunto de azulejos historiados (séc. XVIII), merece uma visita atenta.
As outras ermidas existentes neste monte são as de São Salvador (séc. XVIII) e de São João (séc. XVI).
Para além destas existem ainda espalhadas pela vila as seguintes ermidas: Nossa Senhora das Dores (séc. XVIII), Santo Amaro (séc. XVIII), Santo António (séc. XVII), Bom Jesus (séc.XVI) e Nossa Senhora da Boa Nova (séc. XVI).
Cruz da Barra - Datada do séc. XVI, é um curioso monumento que a tradição aponta como proveniente da cidade de Guimarães.
Nos arredores de Santa Cruz, e um pouco por toda a ilha, encontram-se os típicos Moinhos de Vento, considerados o ex-/ibris da ilha e do concelho. Caiados de branco, com as cúpulas pintadas de vermelho e velas de engradados de madeira revestido de pano, adejam no cimo das colinas ao sabor do vento. Alguns deles ainda prestam serviço, moendo pacientemente os cereais que lhes levam, outros apenas guardam a memória de tempos passados.
SÃO MATEUS
É nesta freguesia que se situa a Vila da Praia da Graciosa. Esta vila foi o segundo povoado que se destacou no passado, mercê do qual, em 1546, D. João 111 lhe concedeu este título.
O estatuto de concelho, que datava de 1546, foi-lhe retirado no ano de 1867, em virtude de serem escassos os seus rendimentos.
Esta Vila mantém, no traçado das suas ruas e na nobreza dos seus edifícios, uma evocação da sua passada importância.
Igreja Matriz - Dedicada a São Mateus, foi originalmente construída no séc. XV, tendo a sua feição sido alterada no séc. XIX. O interior alberga valiosas imagens religiosas, nomeadamente as de São Mateus e São Pedro, de origem flamenga e datada do séc. XVI. O seu órgão é interessante.
A festa do seu padroeiro realiza-se no final de Julho.
Para além desta igreja existem nesta vila as seguintes ermidas:
Misericórdia (séc. XVI), Nossa Senhora da Guia (séc. XVII), Santo António (séc. XVII) e Nossa Senhora dos Remédios (séc. XVII).
Fazem ainda parte desta freguesia os lugares de Caminho do Meio, Canada Longa, Cancelas, Fenais, Feteira, Fonte do Mato e Lagoa.
Igreja de Santa Quitéria - Situada no lugar da Fonte do Mato, data do séc. XVIII, tendo sido reedificada durante o séc. XIX.
A festa do seu orago realiza-se no último domingo de Agosto.
Existem ainda nesta freguesia as seguintes ermidas: Sant' Ana (séc. XVIII), sita no lugar de Lagoa, e a Ermida de Nossa Senhora da Saúde (Séc. XX), sita no cimo do Monte com o mesmo nome.
Na freguesia de São Mateus são ainda dignos de nota: os Impérios do Espínto Santo da Praia, da Senhora da Guia e de Fonte do Mato; os diversos Chafarizes; o Túnel da Caldeira; os Fornos de Telha e de Cal; os Moinhos e as Fontes.
LUZ
Esta freguesia existe desde 1601. É assim chamada devido ao seu orago: Nossa Senhora da Luz.
Igreja Paroquial - Tem como orago Nossa Senhora da Luz. Embora o templo actual date do século XVIII, já aqui existia uma ermida em 1611, uma vez que esta já vinha referida no livro sexto das "Saudades da Terra" de Gaspar Frutuoso.
No seu interior é digno de nota uma imagem de São José com o Menino Jesus ao colo, esculpida em madeira nas oficinas "A/varo Foito", no Porto. Registe-se que esta imagem conquistou o primeiro lugar numa exposição internacional realizada no Brasil, em 1923.
Pertencem ainda a esta freguesia entre outros - os lugares de Alto do Sul, Carapacho, Fajã, Limeira, Pedras Brancas e Ribeira.
No Carapacho, lugar muito procurado para veraneio, ficam umas afamadas Termas (séc. XIX) e a Ermida de Nossa Senhora de Lourdes (séc. XIX).
GUADALUPE
Este lugar teve origem numa ermida aqui fundada no tempo dos primeiros povoadores. Foi no entanto a Ermida de Nossa Senhora do Guadalupe, construída anos mais tarde, que lhe deu o nome.
Feita freguesia em 1602, o Guadalupe é hoje uma típica povoação rural, com casas brancas rodeadas de campos de cultivo.
Igreja Paroquial - Dedicada a Nossa Senhora do Guadalupe, foi no séc. XVIII. É um templo de três naves, ao gosto do barroco açoriano, e conserva no seu interior interessantes altares em talha dourada.
A Festa do seu orago realiza-se no primeiro domingo de Agosto, com procissão e arraial.
A Ermida de São Miguel Arcanjo e Almas, do séc. XVIII, merece uma visita.
Fazem ainda parte desta Freguesia os lugares de Almas, Barro Branco, Brasileira, Feteira, Portal, Ribeirinha e Vitória.
Igreja de Nossa Senhora da Esperança - Situada na Ribeirinha, data do séc. XIX.
A Festa do seu orago decorre no segundo domingo de Julho, sendo pretexto para uma concorrida e animada romaria.
Igreja de Santo António - Localizada no lugar da Vitória, é um singelo templo construído no início do séc. XX.
Ermida de Nossa Senhora da Vitória - Também na Vitória, Foi mandada construir em comemoração da vitória alcançada, sobre piratas argelinos, em 1623.
O interior alberga uma preciosa imagem da sua padroeira (séc. XVII).
MUSEUS E BIBLIOTECAS
SANTA CRUZ DA GRACIOSA (Vila)
Museu da Graciosa - Neste espaço museológico estão patentes secções de etnografia agrícola e dos transportes, passando pela casa rural, etnografia doméstica, artes e ofícios, epigrafia, fotografia, entre outros elementos. Assim, no primeiro andar encontra-se representada uma casa rural graciosense, com o tradicional quarto de cama, sala de jantar, sala de visitas e uma cozinha típica. De igual modo, neste andar existe uma sala de exposições temporárias.
No rés-do-chão do edifício encontramos a loja dos lagares, o ex-/ibris do museu, e uma outra sala com colecções de objectos relacionados com os mais diversos ofícios, nomeadamente: a carpintaria, marcenaria, olaria, transportes, moagem de cereais. Existe também em exposição uma adega tradicional, bem como objectos ligados à agricultura.
Num antigo "Barracão de Canoas" anexo, apresentam-se ainda vários elementos ligados à actividade baleeira.
FESTAS RELIGIOSAS E PROFANAS
A Semana do Carnaval, festejada em Santa Cruz, é muito animada e atraí inúmeros visitantes. O programa de actividades inclui danças típicas, corsos, bailes de máscara e uma divertida batalha carnavalesca com água.
As sedes das várias agremiações culturais e desportivas da ilha, primorosamente decoradas para o efeito, servem de palco para estes acontecimentos, onde reina a alegria e a imaginação.
Expoentes máximos da religiosidade açoriana, as Festas do Espírito Santo aqui também se realizam. Domingo após domingo, desde o dia de Pentecostes e prolongando-se pelos meses de Verão, animam as várias freguesias da ilha.
Tal como no resto do Arquipélago, repete-se o cortejo do Imperador, a decoração vistosa do teatro ou Império, e o bodo, onde são distribuídas as rosquilhas e o vinho.
De entre todas as festividades que se realizam no concelho, as do Senhor Santo Cristo dos Milagres têm maior destaque, atraindo povo de todas as freguesias e emigrantes que aqui voltam em romaria de saudade. Realizam-se na segunda semana de Agosto, e têm o seu ponto alto na procissão que percorre as ruas da vila. Nos vários dias de festa realiza-se também um animado arraial.
São ainda celebradas, nas diversas freguesias, as tradicionais festas dos Santos Padroeiros, onde para além da procissão existem sempre animados arraiais. Estas festas constituem uma boa oportunidade para se conhecer as gentes locais bem como para apreciar os seus usos e costumes.
ARTESANATO E FOLCLORE
No artesanato local destacam-se os instrumentos musicais (violas regionais, com típicos embutidos em forma de coração e de f1or-de-lis).
O folclore reflecte a herança comum açoriana. O Grupo Folclórico do Guadalupe preserva o trajar, as danças e as modas (melodias) de outros tempos. A modinha do "José" é talvez a mais típica desta ilha.
GASTRONOMIA
Utilizado em deliciosas caldeiradas e nos diversos pratos de peixe assado, é o peixe que faz as honras da mesa local: são justamente célebres o "molho à pescador" e o "bodião assado no alambique". A estes pratos juntam-se as deliciosas receitas confeccionadas com carne de vaca tenra, enchidos de porco, como as linguiças e as morcelas, e a sopa de couve com carne.
Os mariscos também abundam aqui: lagostas, cavacos, santolas, cracas, e lapas.
A doçaria local é variada e rica. Vai desde as filhoses, mimos, encharcadas d' ovos, capuchas, queijadas da Graciosa, pastéis d' arroz, escumilhas, cavacas e barriga de freira, até à massa sovada e ao arroz doce, estes últimos ligados aos populares festejos do Espírito Santo.
As vinhas locais são famosas. Recomenda-se o vinho branco, leve, seco e com um aroma frutado, para acompanhar as refeições e como digestivo, a aguardente, envelhecida em cascos de madeira, ou então, para os apreciadores de bebidas doces, a angélica.
LOCAIS DE MAIOR INTERESSE TURÍSTICO
A graciosidade é uma constante da paisagem, o que justifica o nome dado a esta ilha - Graciosa. É igualmente designada por Ilha Branca devido aos seus toponímicos, Pedras Brancas, Serra Branca, Barro Branco.
Monte de Nossa Senhora da Ajuda - Com 280 metros de altitude e sobranceiro à vila de Santa Cruz, oferece uma panorâmica admirável sobre esta e o interior da ilha. No meio do monte fica a praça de touros da vila, que aproveitou o anfiteatro natural da antiga cratera para aqui se instalar. Ainda aqui é de recomendar a visita às três ermidas que coroam o monte: dedicadas a Nossa Senhora da Ajuda, São Salvador e São João.
Caldeira da Praia - Maciço vulcânico com sua antiga cratera, domina a paisagem sudoeste do concelho. Do seu cimo desfruta-se um panorama deslumbrante sobre as ilhas do grupo central do arquipélago dos Açores: Terceira, São Jorge, Pico e Faial.
Fuma do Enxofre - É o acidente paisagístico mais famoso da Graciosa e do concelho de Santa Cruz.
Situada na cratera da Caldeira, é um lugar de excepcional interesse e um tenómeno vulcânico extremamente raro. Consiste numa extensa gruta, 130 metros de diâmetro, por 80 metros de altura, a uma profundidade de 100 metros, que abriga sob a sua abóbada vulcânica uma pequena lagoa subterrânea de águas frias e sulfurosas.
As melhores horas de visita situam-se entre as 11 e as 14 horas, quando o sol penetra mais facilmente pela boca estreita que lhe dá acesso e através da qual foi lançada a escadaria (com 184 degraus) que conduz ao seu seio.
Para além da Furna do Enxofre, as entranhas da ilha têm outros pontos de interesse, embora menos espectaculares. Aqui e ali surgem fendas, mais ou menos profundas, gue convidam os mais corajosos a descobrir os segredos da formação vulcânica da Graciosa.
Acompanhados de um guia e com o devido equipamento poderão visitar as Fumas dos Bolos, Manuel de Ávila, Abel, Maria Encantada, Furada, linheiro, lembradeira, Cardo, Cão, Gato, Queimado, labarda, Castelo, Calcinhas, Vermelho, Urze e luís.
Lugar do Carapacho - Situado no sopé da Caldeira, merece uma referência especial.
Aqui estão situadas umas termas bastante concorridas por doentes que aproveitam os seus múltiplos benefícios. Com origem na Furna do Enxofre, as suas águas - cloretadas, sódicas, sulfatadas e cálcidas - são aplicadas desde 1750 no tratamento de reumatismo, nevralgias, colites e doenças de pele.
Junto ao mar existe também uma piscina natural, que é muito procurada pelos graciosenses na época estival.
De pequena altitude, o Pico Timão (398 metros) e o Pico do Facho (375 metros) de linhas curvas e macias, cobertos de vegetação primitiva, constituída por urzes, faias, vinhático e incenso, são quadros naturais para repousantes passeios.
Zona da Caldeirinha - Localizada à entrada da Serra Branca, oferece largas panorâmicas sobre as vizinhas ilhas de São Jorge, Pico e Faial.
Ilhéu da Baleia - Assim denominado por se assemelhar a um gigantesco cetáceo ancorado à beira-mar, fica junto à Ponta da Barca.
Ilhéu da Praia - Totalmente revestido de vegetação é também um dos mais atractivos ilhéus que embelezam a paisagem graciosence, servindo de abrigo a inúmeras aves marinhas.
ENTRETENIMENT0 E LAZER
As linhas suaves do relevo da ilha, sem alturas que peçam grandes esforços, permitem agradáveis passeios a pé.
A caça é abundante, podendo o caçador encontrar coelhos e codornizes.
É no entanto o mar que oferece os maiores atractivos deste concelho. O areal da Praia e a piscina natural do Carapacho atraem aqueles que procuram um lugar calmo para nadar e relaxar ao sol.
As baías de Santa Cruz e da Praia proporcionam óptimas condições para a prática do remo, vela, "windsurf" e esqui aquático.
Os fundos marinhos, de águas transparentes, rochas de formas estranhas e cardumes iridescentes, entusiasmam os praticantes da observação submarina. Todo o litoral oferece boas condições para a prática de mergulho.
O pescador desportivo encontra no mar circundante recursos inesgotáveis, tanto de peixe como de crustáceos. A pesca de calhau e de barco proporciona capturas interessantes: congro, peixe-rei, bodião, rocaz, salema bicuda, dourada, garoupa, abrótea, boca-negra, polvo, cavaco e lagosta. Recomenda-se os pesqueiros do Barro Vermelho, Vitória e Carapacho.
Quem gosta de acampar poderá encontrar no parque de campismo de São Mateus e no parque de campismo do Carapacho (Luz) dois excelentes lugares, onde a comodidade e o conforto dos seus utentes não foi esquecido.
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